29 September, 2008

As férias 08 - parte I


** [ir ao Cantinho das Recordacoes, coluna da direita, para ver as fotos, estao comentadas! ]



Em PT estive mesmo de férias.
Alienei-me completamente da minha realidade aqui, da realidade americana, e soube-me BEM! Soube-me tão bem que tive pena de voltar :-)


A viagem para PT correu relativamente bem.
Fiz escala em Newark, pois viajei com a Continental.
Levava 3 malas, 1 comigo e 2 no porão. Graças a Deus que os vôos internacionais têm esta benesse, de podermos levar 2 malas no porão, pois eu ia trabalhar e levei muitos apontamentos, artigos, e livros cmg :-). Fui bem carregada!
Uma das malas tinha peso a mais, a mais do que o permitido, mas a senhora que me atendeu foi uma querida e fechou os olhos ao excesso de peso, que eram só 2 lbs.
Viagem sem turbulência e a mais cómica foi mesmo a que envolveu o trajecto Newark-Lisboa, pois foi uma viagem de noite (aterrámos em Lisboa as 7h50m, com mais de 30 min de avanço), e o avião ia mesmo às escuras, só com umas luzes de presença e por causa disso ocorreram algumas situações caricatas.

Em Newark embarcaram muitos portugueses, nota-se também a diferença entre nós e os americanos, nós andamos cheios de Marcas da cabeça aos pés! Isto não é um crítica, é uma observação e um facto, nós somos mesmo assim, damos muita importância às marcas e queremos fazer ver que os imigrantes deram-se bem lá fora, isto também é um facto. Não me levem a mal, mas é assim mesmo.


Só para vos dar um exemplo:
Uns meses depois de ter chegado cá, ainda em 2006, estava eu no Whole Foods, na parte da comida self-service, que fica perto da secção da Bakery :-) e enquanto eu atravessava esta secção paro momentaneamente (estava muito a gente a circular nesta parte, como é costume) atrás de um rapaz que tinha um blusão azul escuro vestido. Olho para o blusão, o rapaz era mais alto que eu e vejo QM. Ora QM em Português significa Quebra-Mar e fez-se luz: Estava parada atrás de um português, legítimo! :-))) e como tive a certeza disso? porque ele abriu a boca, e em voz alta, pergunta a uma rapariga : Olha lá, podemos provar desta comida sem pagar? .... (foi assim mesmo!)
Pronto, mais palavras para quê? :-D :-D

Voltando à viagem: e os portugueses falam pouco, são curtos nas respostas.
De tantas viagem que fiz, foram poucas as pessoas com quem pude falar, trocar impressões e ouvir histórias durante uma viagem. Vamos tantos horas juntos, às vezes falar aliviar a pressão e a tensão que sentimos, sentimo-nos mais apoiados e a viagem parece que passa mais rapidamente. Principalmente para aqueles que raramente dormem, como eu. :-)

Os americanos têm outra abordagem. Muito mais habituados a viajar, estão sempre bem dispostos e não têm qualquer problema em falar com 'desconhecidos', e aqui vai mais um exemplo do que aconteceu nesta viagem: Resolvo levantar-me para ir ao WC, não havia fila, mas estavam ocupadas. Poucos segundos de lá ter chegado, chega um senhor dos seus 50 anos de idade, com bastante boa aparência. Ri-se para mim e diz qualquer coisa sobre a fila ser pequena, só estarmos ele e eu, ao que eu respondo que éramos uns sortudos. E ele pergunta-me logo a seguir se eu tinha visto o fogo-de-artíficio -
viajei no dia 4 de Julho, feriado grande nos EUA, dia dos barbecues nos jardins, da família e amigos se reunirem para celebrar e dos famosos fireworks ao cair da noite em todas as cidades! -
ao que eu respondo que não, pois já vinha a viajar desde manhã, de Seattle, e que não tinah conseguido ver, e ele, Não, nao! quando íamos a sobrevoar Boston, logo depois de termos levantado vôo, o fogo-de-artíficio viu-se da janela! tão bonito! ao que eu só pude responder, imaginando o que seria assistir a um fogo-de-artíficio visto de cima, que ele era mesmo sortudo!

O que importa realçar aqui é que ele falava com um grande à-vontade, o que me deixou muito à vontade. :-)


A 2ª parte deste post segue dentro de momentos, por ele já vai longo e depois eu não tenho paciência para o ler!


inté ;-)

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