26 February, 2009

Ontem... no supermercado :)

My Dear Friends :)

esta semana era para nao escrever nada aqui no blogue.
Seria uma semana de interregno para vcs e uma semana para tentar recuperar da ressaca em que me encontro.
Ressaca?!?!?!
sim.... terminei de ler o livro o Equador, de Miguel Sousa Tavares, li o livro de 500 paginas em 5 dias - devorei-o, no sentido literal.
Amei este livro do principio ao fim e percebi por que 'e que ja' vai na sua 34a edicao.
Li as 'ultimas paginas aos solucos, enquanto as lagrimas me caiam em catadupa pelas faces, como os aguaceiros de um Cumulonimbus :), e desejava ardentemente que o fim nao fosse aquele que ja' se adivinhava nas entre-linhas.
Mas foi. Era o mais adequado, reconheco.
Dai' a minha recuperacao.
Foi muito intenso, foi muito bom, uma historia que colou o meu corpo 'a cadeira por horas e horas, madrugada dentro enquanto a minha imaginacao era levada ate' longinquas paragens, no Equador.

Mas ontem aconteceu uma situacao curiosa no supermercado.
E com uma crianca.
Ando a ser muito abordada por criancas. Elas vem ter comigo. Eu gosto, parece que liberta a minha crianca interior :)

Ia eu, no meu ritmo mais rapido, a caminho do supermercado para comprar toalhitas.

Encontro de Tango nessa noite e a este eu queria estar toda xpto - foi um Espectaculo!, dancei 4h seguidas, com 3 musicas de intervalo e uns pe's que nao aguentavam mais - mas quem 'e que quer saber dos pe's quando o coracao esta' tao feliz? :)
Ainda tinha imensas coisas para preparar, inclusive a mim propria, e nao poderia perder o autocarro x.

Chego 'a prateleira das toalhitas e constato que aquelas que eu costumo comprar nao estao la'. Bolas!!!!
Em vez dessas, estao uma serie de outras toalhitas, caixas de varias cores e de varios tipos.
O pior que pode acontecer a uma pessoa que 'e altamente fiel a uma determinada marca de um produto e que esta' com pressa 'e mudarem os rotulos do produto!
ou entao, muda-los de lugar... tambem 'e mau.
Mudaram o rotulo das minhas 'toalhitas' e la' estava eu, em pleno corredor de produtos para bebe, de cocoras, a tentar encontrar as minhas tolhitas, que tinham mudado de aspecto exterior.

Sem me aperceber, uma crianca vem sentar-se ao meu lado. Nao tinha mais que 3 anos e falava muito bem.
Eu continuava imersa nos meus pensamentos, a ler todas as letrinhas e a tentar encontrar aquilo que procurava.
Ele vira-se para mim e diz (em ingles), apontando para as caixas verdes:
"Acho que devias levar estas!".

Terra chama Susana! Desci 'a Terra.
Respondi: "As verdes?" "Tu gostas mais das verdes?"
Ele: "Gosto das verdes, mas", e levando a mao 'a caixa vermelha diz:" tambem gosto destas vermelhas!"
"E tambem temos as roxas!"
Pensei: "Oh Raios, nao me esta's a ajudar!"

"E as brancas, nao gostas das brancas?" ele abana com a cabeca :"Gosto mais das vermelhas!" E tambem gosto destes produtos aqui" - referia-se aos cremes para o duche, locoes para o corpo, champoos, e so' apontava aqueles que nao tinham a embalagem branca.

Por momentos nao soube o que dizer. Estava perante uma crianca que gostava de ir 'as compras! Ainda por cima do sexo masculino!
Enquanto me levantava perguntei: "Tu gostas de vir 'as compras, nao gostas?", ao que ele, com um enorme sorriso maroto estampado na cara me responde "Yeeeeesss!" Ouvi a mae dele a rir, a 1 metro de no's e a acenar com a cabeca, num visivel Siiiiimmmm!

Se nao estivesse com pressa, teria ficado ali mais um bocadinho e teriamos conversado mais, pois ele era muito falador e bem-disposto.

Ha' momentos na vida que se deviam prolongar no tempo, para que o nosso coracao pudesse grava-los com maior intensidade.


Um beijo e ate' para a semana :}**

16 February, 2009

Spicy Hot Chocolate :)


ou... traduzido :D Chocolate Quente Picante hehehehe, nao soa nada bem!
Chocolate Quente com Especiarias (soa melhor, mais elegante)! ;)


Do filme “The Holiday”: (para ler com aquele British accent)

Olivia: Daddy, can we still have hot chocolate, please?
Graham: Yes.
Olivia: With baby marshmallows?
Graham: Yeeeeeesss.

:) foi o suficiente para me levantar do sofá, abrir o livro da Colleen Patrick-Goudreau, que tem várias receitas de Chocolate Quente, com chocolate verdadeiro, e ir experimentar o Mexican Hot Chocolate, que leva chocolate preto, uma pitada canela, de chile powder (pimentão doce, será?) e de pimenta cayenne.
Super fácil de fazer e surpreendentemente rápido.

Resultado --> uma M-A-R-A-V-I-L-H-A!!

[Valdimarre: a lembrar o da Surf, mas melhor, o chocolate preto faz a diferença! E feito por mim também ;)]

Chocolate quente, espesso, macio, é das melhores bebidas que podemos beber no inverno, aquece a alma, o coração e sabe tão bem!! ;-)
É como eles dizem aqui: “ it’s cozy”!
(é aconchegante)


Um beijo com bigodes de marshmallows }**

Go Dawgs!

[onde estão as fotos? Já sabem…. no sítio do costume!]


E vamos recuar ate' Novembro de 2007. :)

Este ‘post’ é dedicado à minha AMIGA Catarina. Cat, é para ti! :)

Conheci a Catarina, num encontro do FIUTS, a Fundação Para os Estudantes Internacionais aqui na Universidade, pouco tempo depois de ela ter chegado a Seattle, estávamos em Setembro de 2007. Ela viu o meu nome na lista de pessoas que iriam à Fremont Fair nesse fsm.
Estava muito frio e chovia nesse dia. Acabámos todos num dos melhores cafés de Fremont a tomar lattés :) e descobrimos que até morávamos bem perto uma da outra, quando eu ainda estava na 21ª avenida.
Foi uma surpresa encontrar um português através do FIUTS, é como encontrar a agulha no meio do palheiro, literalmente.

A Cat veio até Seattle, através de uma colaboração entre a Univ. de Barcelona e a UW, no âmbito do seu doutoramento.
Uma mulher com bastante maturidade dentro dela, muito trabalhadora, uma mulher de valores e de carácter, e com bastante sentido prático das coisas.
Os 3 meses de convivência foram com um bálsamo, de repente apareceu alguém ‘de jeito’, que tinha uma opinião própria sobre os assuntos, cujo a critica não fazia parte do discurso, em vez disso, procurava soluções, e mesmo num ambiente hostil para os estrangeiros, não baixou a cabeça.

Aprendi muito nesses meses e continuo a aprender (a distancia que separa as pessoas so' 'e importante quando se quer), partilhei ainda mais e foi nessa partilha que conheci alguém que valorizou a minha experiência e aprendeu com ela. Não a arremessou e deitou fora, não a desprezou, não diminuiu, colocou-a como um nota se coloca ao lado de um parágrafo para mais tarde lembrar se for necessário. Uma pessoa que me incentivou sempre a acreditar em mim, mesmo quando as situações nos fazem lembrar que somos sempre estrangeiros, que estamos longe de um local onde, um dia, nos movimentamos como peixe na água, independentemente das adversidades lá vividas.
Uma pessoa que me mostrou que os objectivos são para ser alcançados, no matter what. :)
Uma pessoa que respeitou o meu espaço e como tal recebeu exactamente o mesmo de volta.
Uma pessoa que tinha sempre ideias de coisas para fazer/ver e me “desviava” do minha atitude de 90% do tempo é no gabinete.
E foi numa destas situações que fomos ver um jogo de basquetebol da universidade. Dawgs contra… já não me lembro, mas acho que era uma equipa de Olympia (capital do estado de Washington). Bilhetes comprados online, aí vamos nós para a arena.
Damos uma espreitadela, tudo com um ar novo, limpo e grande, fizemos um reconhecimento da zona, uma ideia onde era os lugares que nos atribuíram e aí fomos nós… comer!
Uma chicken caesar wrap, que é uma tortilha onde vem enrolados bocadinhos de frango, alface e mais outros vegetais, cobertos com o molho Caesar. Bastante bom, bastante grande e a transbordar… eu levei a 1ª metade inteirinha do jogo para acabar a sanduíche.

Quando fomos para os nossos lugares, descobrimos que o computador nos tinha atribuído um lugar ao pé do tecto! (confirmem pelas fotos)
Estávamos tão lá em cima, que me fazia um pouco de impressão olhar para baixo e movimentar-me.
Aguardamos o início do jogo para ver se teríamos vizinhos, mas como não apareceu ninguém, mudamos para 2 filhas mais abaixo e ali ficamos a comer e a assistir.

Mesmo ao pé do campo estava a claque dos Dawgs, com tudo o que vcs possam imaginar e claro está as cheerleaders, com as suas acrobacias e esquemas dançantes :) !

O primeiro momento alto da tarde deu-se na apresentação das equipas: quando o locutor começa a chamar os jogadores da equipa contrária, a cada jogador chamado, o pessoal da claque dos Dawgs virava as costas e gritava : “Who cares!”
Ficámos atónitas a olhar para eles – fizeram isto para todos os jogadores da equipa contrária!
Aos jogadores da universidade era uma barulheira tal que não se percebia nada!
São mesmo fanáticos!

O segundo momento alto deu-se no início do jogo, quando uma rapariga, no meio do campo, começa a cantar o hino da equipa. A rapariga desafinou bastante, os agudos magoaram!
Eu de olhos esbugalhados e boca aberta, só consegui dizer: “Meu Deus, o qu’é isto?”

Chegou-se ao intervalo e os Dawgs já levavam uma grande vantagem.
A esta altura estávamos muito descontentes com o lugar atribuído e começamos a magicar mudar de bancada e ir misturar-nos com os vip’s e ficar mais perto do campo.
Assim o pensámos, assim o fizemos.
Confirmamos uns lugares vazios desde o início do jogo, colocamos o nosso melhor ar de pessoas vip, fãs do basquetebol, e aí fomos nós, direitinhas aos lugares com um ar de quem controla a situação toda.
O pior que podia acontecer era ter que mudar de lugar de novo.
A 2ª parte do jogo começou já connosco sentadas no meio dos vip’s.

Eu de máquina em punho (observem as diferentes alturas nas fotos tiradas), contentíssima por estar mais perto campo e poder tirar fotos espectaculares, atraí logo as atenções dos seguranças – por estar tão perto: não é possível tirar fotografias com flash, pois o flash pode distrair os jogadores. Bolas!
Não desisti, só desliguei o flash. ;)

E uns minutos depois acontece o Grande Momento da tarde, protagonizado por mim mesma e que levou a Cat às lágrimas de tanto rir!
Os Dawgs levavam uma vantagem assustadora. Estávamos naquela parte do jogo em que situações de tensão começam a surgir entre jogadores das duas equipas.
Eu comecei a sentir-me um bocado frustrada, não gosto de ver jogos em que uma das equipas tem o jogo assegurado desde cedo, gosto de ver ambas as equipas a lutarem para chegar ao fim.
Houve uma altura em que “deixei a terra e voei”.
O problema foi que os meus olhos ficaram lá e comunicavam ao meu cérebro o que viam.

Começou a jogada mais fantástica de todo o jogo, um contra-ataca da equipa contrária.
Uma belíssima jogada, a melhor de todas e ainda fora da grande área, aquele jogador ganha impulso, ergue-se no ar e lança a bola ao cesto.
No momento em que ele lança a bola, o silêncio instalou-se nas bancadas, o ambiente parou, a respiração susteve-se, e eu, perdi a noção de que estava entre o Dawgs Vip’s, ergo os braços, aproximo as palmas das mãos pronta para bater palmas, e no exacto momento em que a bola voa em direcção ao cesto, eu bato as mãos uma na outra, ganho consciência de onde estou sentada e aperto as mãos com toda a força ao mesmo tempo que contraio o meu torso para não bater mais palmas.

Fiquei assim contraída, de mãos apertadas em frente ao peito, como se estivesse a rezar, olhos e dentes cerrados, uns bons segundos até que a minha mente me dissesse que já estava segura para voltar ao meu normal, sem que ninguém percebesse que eu estava pronta a bater as palmas a uma jogada da equipa contrária! Por mais bela que fosse a jogada!
Ainda eram capazes de me expulsar dali! Hehehehehehehe

A Cat reparou quando eu levantei os braços e depois…. quando olhei para ela, ela estava toda encolhida, ao meu lado, a rir-se perdidamente, com os olhos cheios de lágrimas!
Eu voltei ao meu normal, soltei um aliviante ufffff, “that was close!”, a Cat ainda ria. :D

Depois de uma tarde tão emocionante, em que aprendi o significado de ter tantos planetas em signos ar :-p , de haver momentos na minha vida em que, inexplicavelmente, situações estranhíssimas acontecem por não ter a cabeça no lugar, por estar ‘ausente’ da Terra.
E não vou referir aquela vez em que, por não ter os óculos postos, confundi vernizes com carrinhos de linhas de coser, completamente convencida que a loja de arranjo de unhas era uma costureira! Imaginem a expressão da pessoa que estava comigo…. Hehehehehehehehehehe

Mais videos na minha conta do YouTube - Sao Francisco, Pike, Basquetebol, Huskies, Aosta, Blake Island, Bowling - sao muitos, a qualidade nao 'e a melhor, sorry :)!

Deixo aqui o 1o video do hino, se estiverem atentos ate' me ouvem a falar :)




E hoje, à moda da Cat:
A big big hug! :}**

(Um beijinho grande para ti, Amiga!)

Memorias Com Sabor a Chocolate :)


O Dia de São Valentim foi este fsm :).

Aqui foi fsm grande, tivemos feriado na 2f!
Que tal foi em PT? Que tal foi o vosso?
Ideias especiais, programas diferentes?
Flores, perfumes, livros?
Restaurantes, cinema?
Um refeição caseira preparada com muito carinho seguida de uma sobremesa espectacular? :)

Aqui acho que todos aproveitam este dia para poderem andar mais à vontade, vêem-se mais casais de mãos dadas (coisa rara de se ver), olhares mais carinhosos, trocam-se beijos doces e palavras românticas.
Penso que posso escrever que a tolerância atinge o extremo positivo neste dia ;).

E… uma sobremesa que se vê em todo o lado chama-se Cupcake! É vê-los em todas as montras, dos mais variados feitios, com os mais variados sabores e coberturas, alusivas ao dia.

E porque as imagens continuam a valer por 1000 palavras, o meu Valentine’s Day foi… Sweet!
Muito docinho :).


(um dia hei-de conseguir fazer um destes! )

Sweet kisses :}**.

O Meu Diario, pagina 6.

The Holiday.

Este foi sem dúvida um filme que marcou. AMO o sotaque ingles!
Vi-o dezenas, dezenas, dezenas, dezenas, de vezes.
É um filme sensível e ao mesmo tempo mordaz, cobre vários conflitos interiores que se reflectem na vida amorosa. Toca no coração daqueles que amam, mas não são amados, aqueles que procuraram desesperadamente uma coisa, mas encontram outra totalmente diferente, mas para melhor, e de como as coisas são tão simples de serem explicadas, basta nós abrirmos os olhos ("Love is Blind; Shakespeare said") e vermos se realmente gostamos do que está a acontecer nas nossas vidas, é o não ter medo de virar a página e começar um capítulo novo.
É o não ter medo de seguir em frente.
É sermos as Leading Ladies das nossas vidas e deixarmos de ser as melhores amigas, porque, salvo raras excepções, não chegamos a lado nenhum. E, não me refiro só à nossa vida afectiva/emocional, à nossa vida profissional também.
Quando queremos (válido para tudo e todos) temos que ir à luta, ninguém o fará por nós!
Infelizmente.... o medo ganha quase sempre e vejo muita, muita gente ser regida por ele. :(

A banda sonora é linda. Enrio Morriccone.

Adorei o papel da Kate W., uma mulher de um excelente coração que vive um amor altamente não correspondido, mas, ironicamente, o objecto do seu amor é esta altamente dependente dela. Isto é bem visivel quando ela vai de férias e ele nao consegue suportar a separação. Os homens também são dificeis!
Ela constrói uma relação com 2 personagens, um dos quais mais velho com o qual aprende muito (identifiquei-me muito com este papel, pois tenho gosto muito de estar com as pessoas mais velhas, sei sempre que é um tempo em que irei aprender e aprendo muito com as experiências dos outros) e com o que vai ser o seu par no final. Eles os dois têm uma deixa que me deixou com um ar surpreso em frente ao ecrã e só pensei "É isso!":
"Why am I attracted to a person I know isn't good?",
"I happen to know the answer to this. Because you're hoping you're wrong, and every time she does something that tells you she's no good, you ignore it, and every time she comes through and surprises you, she wins you over and you lose that argument with yourself that she's not for you."
"Exactly!"
O momento alto entre este casal que se vai formando suavemente ao longo do filme é no discurso da personagem mais velha, quando ela decide ser a Leading Lady da vida dela e lhe dá O beijo. A expressões deles, depois do beijo, são Divinais! A não esquecer!

Outra coisa a não esquecer são os olhares carinhosos da personagem interpretada por Jude Law. São de deixar o coração em suspenso e recuperar com um sorriso bem sonhador. :)
Amanda, personagem interpretada pela Cameron Diaz, é a mais divertida e representa a americana tipica endinheirada. Sempre agarrada aos seus comprimidos e às suas vitaminas, que pode comprar nas prateleiras de qualquer supermercado, instável, exigente, workaholic e muito, muito, muito faladora - o que dá origem a situações muito cómicas no filme.
O filme começa logo com o tema da infidelidade, muito comum entre os americanos, "cheating" é a causa de muitos fins de namoros e casamentos aqui, é uma caracteristica da sociedade americana. Ao ir de férias encontra um homem muito diferente, que não tem problema nenhum em falar do que sente e esse facto revoluciona o mundo dela.
Gosto muito da personagem do condutor da limusine, acho que ele está sempre a gozar com ela, entao quando a deixa ao pé do cemitério... está demais!
O sitio em Inglaterra é de sonho, é dos meus sonhos (nao so dos meus), uma aldeia pequena, com os mémés no campo, uma igreja, uma casa e um jardim onde pudesse plantar. E uma caneca de chocolate quente em frente à lareira enquanto neva lá fora.
E faz bem sonhar!
Termina lindamente.
"I'm a major weeper"... so am I ! :)

A palavra de ordem é GUMPTION!


Seattle, 16 de Fevereiro de 2009.

10 February, 2009

Tango no Dia de S. Valentim

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Antes de comecar a escrever este 'post' vou fazer alguma publicidade 'a minha escrita :), publiquei um novo artigo intitulado 'O Nevao', mas como foi escrito pela 1a vez no final de Dezembro, foi publicado nessa data. Vao la' dar uma espreitadela :).
****

Como convencer o pessoal Tanguero a ir dancar TA na noite de S. Valentim?
Enviando um email para a lista de contactos com uma imagem que vale por 1000 palavras e que me levou 'as gargalhadas :


O que fiz a seguir?
Reencaminhei o email, para a minha lista de contactos, dizendo:
I will wear pink! :)
(eu irei de cor-de-rosa)

Nao se preocupem, eles ja' estao habituados 'as minhas 'crazy ideas' :-)))

Um beijo }**

São Francisco

[onde estão as fotos? Pois estão… lá, no Cantinho das Recordações, comentadas e tudo!]

Dezembro de 2007.
Vêem como estou atrasada na escrita dos post’s? estou mais de 1 ano atrasada, que horrrrrroooooore! :)

Voei para São Francisco em Dezembro de 2007, para a AGU Fall Meeting.
Quase 15000 participantes!
Nunca vi tanta gente junta numa conferência.
Ao que parece é normal!
Tiveram que chamar a polícia de trânsito e tudo, porque os carros não andavam com tanta gente a passar nas ruas que ligavam os dois edifícios da mega conferência, no coração da cidade. Conseguimos tornar o trânsito mais caótico do que já era!
De Seattle a São Francisco são 1h30 m de voo, é bem perto, só dois estados mais a sul.

Claro que as peripécias começaram logo no avião.
90% dos passageiros ia para a AGU. E como é que eu sei disso?
Porque a maior parte trazia os canudos dos posters! Eu incluída ;)
Ao meu lado também ia um participante, vinha de Idaho, mas era europeu. Foi o meu guia nesse dia, pois ele conhecia bem a cidade, era um participante assíduo da AGU, que ocorre sempre em S. Francisco (SF, a partir de agora).
Foi de uma ajuda tremenda, à saída do aeroporto, no metro para o centro da cidade, deixou-me à porta do meu hotel (ele estava noutro), e nessa tarde (eu gosto sempre de chegar a locais novos de dia e com tempo) apanhamos o Cable Car e rumámos à zona velha portuária, muito conhecida, cheia de restaurantes e comércio.
Agradeci muito pela presença dele, foi de uma ajuda impressionante.

Ainda no avião, mal aterrámos, a assistente de bordo diz: “E vamos dar os parabéns ao Piloto, pois foi o primeiro voo comercial dele!” Ninguém disse nada, acho que ninguém prestou atenção, quando o avião aterra são todos invadidos por aquele sentimento de “tenho que sair daqui o mais rápido possível” e eu só pensei “ainda bem que nos dão estas noticias depois de termos aterrado, para não termos noção certa do perigo em que estavámos!” ;)

O meu 1º contacto com S.F. não foi de todo agradável.
O metro é bem velho e alcatifado! Não dá para imaginar um metro com carpete, cheia de nódoas, os bancos velhos e em tecido e um cheiro a vomitado.
O que me valeu foi que ia acompanhada e distraída com a conversa. Se fosse sozinha teria tido um ataque. A adicionar a isto, imensos mexicanos. Não tenho nada contra, mas o semblante deles é carregadíssimo! Parece que todos lhe devem e ninguém lhes paga, aquilo mexeu comigo e muito.

Depois de uma longa viagem até ao centro de cidade, saí do metro bem atordoada e tive bastante dificuldade em localizar-me. O mapa que trazia parecia-me impossível de entender. Valeu-me esta pessoa que me acompanhou e me levou ao hotel.
Nesta hora tive a certeza de que as pessoas certas são colocadas na nossa vida na hora certa! Nem mais cedo, nem mais tarde.

Combinamos o passeio no Cable Car e comer qualquer coisa.
O início da linha era mesmo ao pé do meu hotel, e eu despachei-me mais depressa e aproveitei para fazer um reconhecimento da zona. Muita gente nas ruas, muitos sem abrigo, pior que em Seattle. Muitos mexicanos. Com um ar pouco simpático. Muitos homossexuais, principalmente homens.
Vi com cada beijo dado de fazer cair para o lado um casal heterossexual! Acho que eles deviam dar cursos de como beijar na boca :), principalmente ao pessoal de Seattle – sim, porque os latinos sabem faze-lo bem!

O passeio até à zona portuária foi muito bom, e andar no Cable Car é uma experiência que recomendo vivamente! Principalmente pendurada do lado de fora, como se vê nos filmes.
S.F é uma cidade catita, cheia de prédios com aquelas escadas de incêndio do lado de fora, muitas colinas, construção mais parecida com a nossa e bem diferente da construção de Seattle.
Vistas magníficas e muita área de comércio. A downtown de Seattle não é tão intensa, o pessoal aqui é mais low-profile, mas educado também.
Têm eléctricos como os nossos antigos eléctricos de Lisboa e centros comerciais como os nossos. Muito activa culturalmente. Visitei algumas galerias de arte e adorei!

Vi ricos e pobres todos juntos, tal como nos filmes.
A cena que ficou melhor gravada na minha memória foi a de ir numa rua central, passar em frente de um hotel e ver o bagageiro a encher um jipe branco todo ‘xpto’ de sacos e sacos de compras que umas senhoras todas ‘xpto’ iam trazendo. O carro já tinha a mala completamente cheia, e ocupavam-se os lugares de trás com mais sacos; à entrada do hotel, na rua, 2 sem-abrigo, pedintes. Os 2 extremos da sociedade juntos.
Esta cena fez-me pensar bastante.

A minha colega de quarto era muito sui generis. As minhas colegas de quarto são sempre pessoas muito interessantes :).
Escrevi para várias mailing lists, quando percebi que o podia fazer, para arranjar com quem dividir o quarto e assim dividir as despesas. Ela estava em Madison, na Univ. de Wisconsin e decidimos partilhar o quarto. Nas mensagens pareceu-me bastante despachada, o que vim a confirmar mais tarde.
Chegou no mesmo dia que eu, mas à noitinha. Eu levei uma mala pequenita, ela entra com 2 grandes! Um delas quase só trazia sapatos! Uma verdadeira American Girl, e bem alta :).
E qual foi a primeira coisa que fez no dia a seguir?
Exacto! Foi às compras!
Fez imensas compras enquanto lá esteve. Eu sempre que chegava ao quarto estava sempre a ver novos sacos, mas gostei bastante de ela ter feito um esforço para se dar comigo e realmente conseguiu, eu tinha um deadline para cumprir e não estava com a minha melhor disponibilidade, mas estivemos juntas e convivemos com um grupo grande e tudo correu lindamente.
Quando não estamos sozinhas num evento tão grande como este, as coisas correm tão melhor!
A melhor recordação que tenho dela foi a rapidez com que devorou o Bubble Tea, num jantar com um colega dela, e de como quase teve um ataque quando descobriu uma casa de crepes e que faziam crepes com Creme Nutela! Eles adoram Creme Nutela!

Não tive o tempo que pensava que iria ter para explorar a cidade, mas tive sempre companhia para o fazer e gostei imenso disso!
O meu poster correu lindamente, discuti, argumentei, vi pessoas de outras conferências, encontrei o Rafael, que dividiu o gabinete comigo em Évora, e que ouviu as minhas explicações, sobre o CMT, com um ar todo o entusiasmo. Fiz contactos, que é o objectivo principal destas conferências. O único senão é que é difícil encontrar pessoal de áreas bem específicas, como a minha por exemplo.

Resumindo: SF vale a pena visitar! Anotem na vossa agenda de Viagens.
É uma cidade cosmopolita ;)

A conferência de 2008, esta com a temática sobre a meteorologia Tropical, levou-me a Orlando, na Florida. Mas isso fica para outro ‘post’. ;) Ainda existem muitos para serem publicados entretanto.

Inté ao próximo!
Um beijo :}**

O Meu Diario, pagina 5.

UM TOQUE DE AMOR NO CENTRO DA NOITE
(Carta Para uma Amiga Triste* – Em Nome da Mãe Divina, por W. Borges, recebido pelo grupo do IPPB)


Minha amiga, verta as lágrimas que forem necessárias. Elas levam para fora um pouco da dor e aliviam o coração.
Chorar não envergonha ninguém. O que envergonha é a arrogância!

Deixe que a Mãe Divina pegue essas lágrimas. Ela as transformará em suaves bênçãos.

Há sempre uma lição em cada situação. Aprenda a sua. Medite.
O importante é não envergonhar o seu coração.
Jamais deixe que alguém escureça o seu amor.
Confie nos ideais espirituais que norteiam sua vida.

Sua música não está perdida. Reencontre-a. Caminhe com modéstia. Levante os olhos para o Céu... Pessoas e situações do mundo são sempre transitórias. .. O que permanece é o que você aprende, é o que você é!
Você não está sozinha. Ninguém está! Pondere sobre isso.

Se alguém errou com você, paciência! Você também já errou, não? Todos erram! Isso é a Terra, não o Paraíso.
O importante é a lição.
Alguém não valorizou o seu amor, e daí? Você sabe que vale muito. Eu a conheço há anos e sei do seu valor e do seu caráter.
Quem deixou você é que deveria estar triste nesse momento.
Mas, as pessoas são capazes de perder um grande amor por tolices. E jogam em cima do próprio coração camadas de frieza e orgulho.
Então, não se chateie tanto. Chore o quanto queira, mas raciocine bem.
Se você carrega um grande amor, em você mesma, ele é consciência!
Ele é luz em seu coração. Ninguém pode tirá-lo de você. Nem mesmo você! Compreendeu? Nem você será capaz de parar um grande amor, pois ele é maior... E você será surpreendida por ele, muitas vezes, lindamente. E descobrirá que ele está em seu coração, independente de você estar com alguém.
Querida, se é um grande amor que mora em você, não há o que fazer.

Com alguém, ou não, você sempre o sentirá derretendo seu coração.
Não sou guru, você sabe. N
ão sou mestre nem de mim mesmo.
Mas vou rezar para a Mãe Divina abençoar sua vida. Você merece. Ela transformará suas lágrimas em pétalas de flores e iluminará os seus chacras**. E você reencontrará sua canção perdida, em seu próprio coração, com certeza.
Enquanto lhe escrevo, estou escutando lindas canções e cheio de amor também.
É que gravei um CD contendo uma seleção de várias baladas*** de que gosto muito. Escuto essas canções e meus pensamentos viajam para longe... E o meu coração se derrete de amor, nessa madrugada silenciosa e terna.
Um toque de amor... É isso que desejo para você, minha amiga.

O resto é com a Mãe Divina, que, nessa mesma noite, irá até você, invisivelmente.
Com sua sensibilidade, sei que você sentirá o toque d’Ela em seu coração.
Então, querida, durma com carinho e viaje nas asas da prece. E, por favor, amanhã acorde sorrindo e agradeça o dia. A Mãe Divina lhe ajudará a recuperar sua canção.
Fique na luz. Seja feliz. O amor é maior do que você. Jamais se esqueça disso!



P.S.: Por aqui, vou escutando essas lindas canções e pensando em coisas lindas.
Aos 47 anos de “encadernação”, vou virando menino e viajando no som das guitarras. E o amor segue transbordando do coração... E eu não sei mais o que dizer. Talvez, outros corações compreendam, por aí... Só o amor reconhece o amor... De coração a coração. (Dedicado a uma grande amiga, que sofreu uma tremenda ingratidão por parte de alguém que tanto amava, e que, agora, está se recuperando e erguendo os olhos para o Céu, por obra e graça da Mãe Divina, Origem do Grande Amor que está em tudo). Paz e Luz. Amor e Presença. - Wagner Borges – pequeno coração espiritualista nas ondas de um Grande Amor... São Paulo, 28 de janeiro de 2009. - Notas: ** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico. Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico. *** A coletânea de músicas que montei é bem eclética e, quando possível, farei um especial musical com ela no meu programa Viagem Espiritual (apresentado todas às 5as feiras na Rádio Mundial de São Paulo – 95.7 FM – das 19h às 20h). A mesma contém desde baladas até canções celtas e pop/rock. Material de bandas de rock progressivo, como a italiana PFM - Premiata Forneria Marconi e a inglesa King Crimson; baladas de Jon Anderson (Vocalista do Yes) e do tecladista grego Vangelis; românticas do vocalista italiano Andréa Bocelli; celtas do Secret Garden; pop/rock da banda americana Bad Inglish (com a participação de Neal Schoon, guitarrista da banda de pop/rock americana Journey); baladas da banda inglesa Breathing Space; e até algumas músicas hindus e outras instrumentais, no gênero new age.



Nota Pessoal: Existem coisas que me tocam profundamente, existem palavras que me aquecem a alma e iluminam o meu coracao, estas nao requerem explicacao, simplesmente sei que 'e assim.
E 'e esta alegria sem sentido, enorme , imensa que me faz escrever para eu nao esquecer.
Para eu nao esquecer que existem outros 'malucos' como eu. :)
Um parte de mim 'e isto, uma parte de mim quer deixar de trabalhar para uma sociedade que vive de aparencias, que procura fora de si aquilo que esta' la' dentro, e dedicar-se exclusivamente ao alimento da alma, 'a vida da alma, dedicar-se a experienciar Quem Eu Sou.
Tenho poucas certezas na vida, mas uma delas 'e que sei profundamente que esta experiencia dentro deste meu corpo fisico 'e muito limitadora, mas que eu a escolhi, por tenho que percorrer o caminho, mas percorre-lo bem, para assim que deixar o corpo poder voar e nao ficar presa a sentimentos inferiores que deixei que morassem no meu coracao todo o tempo em que estive aqui, na Terra.
Eu vou Voar!
[como todos aqueles que, conscientemente, durante o sono conseguem deixar o seu corpo fisico, e percebem que existe uma Continuacao e que a Vida nao comeca com o nascimento nem acaba com a morte!]

Seattle, 9 de Fevereiro de 2009.

09 February, 2009

Einstein Quote fo the Day :)

No Meu Igoogle :), a pagina interactiva do Google, onde podemos adicionar gadgets ('caixinhas') com a informacao que consideramos mais importante e que gostariamos de ver no arranque do Firefox (o browser internetico da Mozilla), por exemplo, os 2 gadgets principais sao o estado do tempo em Seatttle e em Lisboa, mais a Foto do Dia da NASA, mais a fase da Lua, mais o 'preview' dos meus emails, mais as noticias, mais a Einstein Quote of the Day, que quero partilhar com vcs.

Disse assim o Einstein, esta 'e valente :)

"Great spirits have always encountered violent opposition from mediocre minds... "

100% verdade!
sob todos os pontos de vista ;)

e segue dentro de momentos a publicacao de mais umas paginas do Meu Diario e Sao Francisco!

Um beijo :}**

03 February, 2009

You Do Not Smoke Here!!


Ontem abri o meu bau' de recordacoes (leia-se cd's) para descobrir em que cd, datado de 2006, quando ca' cheguei, teria as fotos do meu 1o pequeno-almoco no Portage Bay -
ja' actualizei o 'post', vao la' dar uma espreitadela aqui - e alem de ter encontrado estas fotos, encontrei muito mais coisas!
Fotografias e videos dos quais ja' nem me lembrava!

E descobri uma das minhas maiores perolas para rir, que vi vezes sem conta, recebi este video por email ainda estava em 'Evora, e como continuo a gostar muito dele, aqui fica para a posteridade e para vir ve-lo sempre que me apetecer ;)



[o livro que ele esta' a ler 'e "Feel the fear, And Do It Anyway"]

Um beijo :}**

Um Funeral :(

O meu ano de 2009 começou com um funeral.
Do Dan.
Ele geria o condomínio onde vivo agora.
Um anjo que passou pela minha vida, num curto espaço de tempo, mas o suficiente para deixar saudades.
Uma pessoa com um BOM coração, uma Excelente pessoa.
Era assim visto por todos e eu assim que o conheci percebi e senti logo isto. Foi uma empatia à primeira vista, era impossível não gostar dele, pois nós sentíamo-nos tão bem ao pé dele, a falar com ele.
Tratou-me e recebeu-me sempre lindamente, ajudou-me sempre que pode, preocupou-se e sempre que eu lhe pedi, atendeu-me.
Tínhamos sempre conversa, e aquele “Take Care”, ou o “Ride safe!” como despedida era sempre um aconchego delicioso de se ouvir.
Foi a única pessoa que conheci que conseguiu domesticar um esquilo selvagem. Por aqui podem perceber a natureza deste homem. O esquilo esperava por ele à porta do gabinete a horas certas e comia as nozes das mãos dele!

Um dia, 2 semanas antes do Natal, eu fui visita-lo ao gabinete e vejo-o com a cara toda amarela. Por momentos fiquei sem saber se era a minha imaginação a trabalhar e o Sol que lhe batia na cara ou se eu estava mesmo a ver aquela cor.
Infelizmente verificou-se a última hipótese.
Até o branco dos olhos tinha desaparecido, os olhos estavam amarelos esverdeados. Fiquei assustada.
Ele foi ao médico e num prazo de 1 semana fez vários exames. A cor amarela vinha do fígado, a veia principal estava quase toda bloqueada, tiveram que o drenar.
Foi-lhe diagnosticado um tumor, no Pâncreas.
A M. avisou-me logo:”Susana…. no pâncreas? Não é nada bom.”
Nunca teve sintomas nenhuns a não ser a cor amarela na cara.
Foi operado uma semana depois e não saiu mais do hospital.
Faleceu no dia 26, logo depois do Natal.

Um dia antes da operação, eu voltei a vê-lo no gabinete, fui lá, queria saber como ele estava. Estávamos a falar e eu senti uma enorme vontade de lhe dar um abraço.
Não o fiz. Devia ter tido coragem para o fazer.
Depois entrou uma série de pessoas todas preocupada com ele e o gabinete ficou animado.

Só voltei a saber dele no dia 2 de Janeiro, quando vi o filho mais novo dele no gabinete e ele me deu a noticia.
O serviço, como eles chamam aqui, foi numa igreja bem bonita, com muitos vitrais, sem corpo presente.
Nunca escondi a emoção.
Tinham uma foto dele em novo e com o sorriso que tanto o caracterizava. Houve momentos de música, violino, piano e voz, muito bonitos, realizados pela família.
Houveram os discursos, a falar sobre ele, e o mais emotivo, que fez chorar homens e tudo, foi o da filha que mais emocionada estava, que não levou o discurso escrito, e contou várias histórias que revelaram bem o tipo de pessoa que ele era.
O enterro aconteceu depois e em privado.

Vim para casa, andei bastante a pé, precisava de arejar.

A morte é muito dolorosa para aqueles que ficam, pois tenho a certeza, que o espírito ao libertar-se das amarras do corpo físico, voa livre, feliz e experimenta na sua plenitude o Amor Incondicional, e tenho a certeza que ele o vive, dado o homem que foi enquanto esteve entre nós.

Nós que ficamos neste plano, nestas horas, estamos à mercê da nossa consciência.
O que fizemos a esta pessoa? Fizemos tudo o que poderíamos ter feito? Amamos, abraçamos, perdoamos, pedimos desculpa, ajudamos quando era preciso?

Se tivéssemos que dizer umas palavras acerca de alguém muito querido que nos tenha deixado, mãe, pai, filho, irmão, marido, mulher, familiares próximos, amigos do peito, o que nós teríamos para dizer acerca deles? O que é que nós gostaríamos de ter tido feito e não fizemos?
Aquele abraço que não foi dado, aquela palavra de Amor que não foi dita, tudo isso fica marcado em nós e estas alturas vêm para nos lembrar disso mesmo:
podemos sempre re-criar a nossa realidade, fazer diferente, não ter medo de mostrar quem realmente somos, somos seres de Amor e vimos do Amor.

E neste contexto, deixo aqui umas Máximas para a Vida, retiradas do meu pequeno livro vermelho de Yoga Para Viver:



“Viva seguindo as suas máximas, interpretadas em baixo, elas vão ajudá-lo a viver de forma mais positiva, permitindo que a energia vital flua mais livremente através de si.

No seu relacionamento com o mundo que o rodeia, você deve:
  • Evitar causar o mal; esforce-se por ser compassivo,
  • Ser honesto em todos os seus pensamentos, palavras e atitudes,
  • Nunca roubar nada a ninguém. Isto aplica-se não só a bens materiais como também a desperdiçar o tempo, a energia e a boa vontade das outras pessoas,
  • Ser fiel e abnegado em todos os seus relacionamentos pessoais,
  • Evitar adquirir ou apegar-se a coisas materiais (ou a pessoas) pelo que valem, ou por razões egoístas.

No seu relacionamento consigo, deverá esforçar-se por:
  • Desenvolver a pureza da mente, corpo e espírito – limpeza interior e exterior,
  • Adoptar a simplicidade e tentar tirar o máximo partido do que a vida lhe der,
  • Desenvolver uma determinação física e mental para suportar as dificuldades e desilusões da vida,
  • Aprender a identificar-se com o seu eu interior em vez das habituais formas de agir e de encarar as situações,
  • Aceitar que na vida existem mais coisas além do mundo material e mostrar respeito pela inteligência da vida.”

E com estas máximas vos deixo.

Um beijo :}**

02 February, 2009

O meu diario, pagina 4.

O que se seguiu ao ‘Something New’ foi o ‘27 Dresses’, que tem um título horroso em Português!
Vi pela 1ª vez com a P. num movie theater. $10 o bilhete. Outrageous!
Uma história comum que foi vista umas 27 vezes, pelo menos.

Este filme é bem diferente do anterior.
È uma caricatura de como os casamentos são vistos na América, os vestidos das damas de honor que geralmente não se usam mais, e todo o aparato envolvido na organização deles.

Vai ao coração de todas as mulheres quando diz que o casamento é o sonho de todas elas.
Pergunto-me porquê.
Porque é socialmente aceite, porque toda a gente o faz, muitos sem saberem porquê e estão ali porque tem que ser. Isto não é uma regra, porque existem excepções.

Porque fomos educadas neste modelo, vimos o casamento dos nossos pais como o nosso modelo, mas à medida que crescemos podemos criar a nossa própria individualidade e adaptar a nossa realidade, aquilo que queremos SER, à sociedade em que estamos inseridos.

Parece-me incoerente casar pela igreja, quando nunca na vida lá entramos a não ser quando fomos baptizados ou para ir a outros casamentos, não lemos a Bíblia e nem sabemos o que lá vem, nem praticamos os ensinamentos de Deus.
Também não acredito que precisamos de uma pessoa, um intermediário de Deus para nos abençoar. Isto ainda é mais difícil de me convencer.
Desde que nascemos já somos abençoados e, qualquer que for a nossa escolha, e porque Deus nos concedeu o livre arbítrio para que possamos descobrir quem realmente SOMOS, essa escolha já é abençoada por Ele, mesmo antes de ela ter sido feita.
Além disso, a Igreja é uma instituição, que nos ‘obriga’ a um determinado modelo de vida, que não é mais do que um tipo controlo.
Não acredito num Deus vingativo. Se ele nos criou, quererá sempre o melhor para nós, nos Amará em todas as circunstâncias da nossa vida. É assim que eu o vejo.
Não é assim que a Igreja católica o vê. Nem podia, como instituição que é.
Alguns textos, em blogues de católicos fanáticos, são mesmo muito difíceis de ler, muito por causa da sua forma ‘não-natural’ de colocar as questões.

Os sentimentos também são bem explorados neste filme, principalmente sentimentos escondidos, que são mantidos em segredo, fundamentalmente por medo, mas que tomam proporções avassaladoras.
Este tipo de sentimentos impede que novas situações aconteçam nas nossas vidas.
Muitas das vezes por nossa própria escolha.

É impressionante com a personagem principal vive um amor escondido, altamente não correspondido, e o seu objecto de amor usa e abusa dessa doçura.
Não acho de todo que seja pura ficção.
E associado a este ‘esconder’ de sentimentos, vem o esconder das emoções verdadeiras, o disfarçar perfeito da tristeza, raiva e revolta com um sorriso mais bonito que se pode ter. O estar alegre para os outros, quando por dentro, choramos intensamente. Isso acontece quando a irmã dela conhece o chefe dela. A expressão facial é, literalmente, a expressão do que vai lá dentro, e o esforço que é feito para não deixar transparecer o quanto a situação a está a magoar.
As mulheres são peritas nisto.

A questão aqui é: até quando, até que ponto vamos permitir que mágoas povoem os nossos corações, resultantes de atitudes não tomadas?

Lembro-me e orgulho-me de ter essa coragem.

Sempre que desenvolvi sentimentos mais intensos por alguém, aquele desejo de estar com aquela pessoa, de partilhar com ela, de ver e rever as nossas fotos, conversas, horas ao telefone, passeios, cafés, disse-o.

Pior do que não dizer, é viver na ansiedade de nunca saber se era ou não correspondida.

Das vezes que o fiz não era, mas nunca me arrependi.
Honrei sempre o que sentia, e isso foi o mais importante para mim.
Também não gosto de intermediários nas relações. Por mais boas intenções que os outros tenham, nunca poderão transmitir aquilo que realmente sentimos, só nós o podemos fazer.

E temos que ter coragem para lutar por aquilo que queremos!
Quando as coisas são feitas com o coração, dificilmente o arrependimento aparece.

Mas quando as coisas são feitas pela Mente (que mente 99.999% do tempo) o panorama é bem diferente.

E temos que aceitar que nem sempre agradamos ao outro, a isso chama-se viver. Isto é a Terra não é o Paraíso.
Os outros também são livres de escolher e podem não nos escolher. E isso não é mau, não tem que ser mau.
Se não somos correspondidas, significa que essa pessoa é incapaz de ver o nosso ‘brilho’ e de longe, não poderíamos construir algo de ‘feliz’ com ele/ela.


Outro ponto bem focado neste filme é a extraordinária capacidade que as mulheres têm de convencer um homem que elas é que são ‘a tal’.
Um homem apaixonado ‘engole tudo’! É assustador. É o nosso veneno mais puro. Temos esta qualidade (ou não?) de nos adaptar para o conseguir ‘agarrar’ nem que isso signifique disfarçarmo-nos de cordeirinhos.
Conheço alguns casos. Não concordo com nenhuma das atitudes.
Traz, definitivamente, consequências a longo prazo.

A amiga da personagem principal, a Casey, representa o lado mais irónico e lutador das mulheres, o lado forte da auto-estima, o lado prático e decidido das mulheres, o lado dos ‘pés bem assentes no chão’. Lado que, infelizmente, não tenho bem desenvolvido :).
Lembro-me bastante bem dos diálogos delas.
Deixando os meus dedos teclar….
“He asks if you want a drink, you smile and you say: Vodka soda. If you already have a drink, you down it, then there’s some flirting, some interoffice sex, an accidental pregnancy, a shotgun wedding and a life of bliss. How many times do we have to go over this?”

Na aula de Yoga:
“That selfish whore! …. Men just become hypnotized by her voodoo and they loose their minds (….)” – “You are shitting me! (...) but if she crosses me, I’m gonna kick her ass. And then I will kick your ass. Then I’m gonna have a couple of drinks… (Gong) – there’s no sign that says ‘’No talking” !”.

É por isto que existem sinais para tudo, aqui nesta terra!

O papel dos homens não é de todo posto de lado. Os poucos diálogos que existem entre os 2 homens, os jornalistas (“And you’re not getting laid?”) exemplificam bastante bem como eles são bem práticos na arte de seduzir e aproveitar todas as oportunidades que surgem para ‘apanhar’ o sexo oposto. Sai-se uma vez à noite para dançar e temos dezenas de homens à nossa volta. Elas, as americanas, estão super habituadas a este jogo. Para as que não estão, é assustador.
Foi a palavra que me veio à cabeça quando aconteceu comigo.


Seattle, 5 de Fevereiro de 2009.


O meu diario, pagina 3.

Estou claramente a passar por uma fase estranha da minha vida.
Estranha porque não tenho memória ou registo de algo assim. Chamo-lhe a fase mais romântica sensível desta minha existência, porque ela está ser caracterizada por me sentir romântica e muito sensível.
Emociono-me com quase tudo, na maior parte das vezes, felizmente, por bons motivos.

Será isto a que chamam de Paz Interior?
Faz isto parte de aceitar a vida como ela é? E não fazer cara feia às adversidades, às contrariedades?
Às vezes penso que são mesmo as contrariedades que nos abrem caminho para as melhores oportunidades surgirem.
As contrariedades fazem-nos levantar do cadeirão, onde estamos ‘preguicitamente’ sentados, para agir!

Vi o filme “Something New” mais de 20x. Por pouco o “The Sound of Music (Música no Coração)” não era destronado. Não foi por este, mas já foi por outro.


Independentemente de a maior parte das pessoas acharem estes filmes vazios de conteúdo, eu consigo aprender algo com eles, mas principalmente fazem-me sentir bem depois de os ver. E é deste modo, bem relaxada, que gosto de terminar os meus dias. Geralmente não falo sobre eles, mas apetece-me escrever sobre eles.
Também me fazem pensar, gosto de ver o que move as pessoas, gosto de ver o que as personagens têm para revelar ao longo do filme. As relações humanas são o meu hobby favorito!

O filme ‘Something New’ mostrou-me uma personagem muito exigente com ela mesma, e com muita dificuldade em lidar com os seus sentimentos, devido à sociedade onde estava inserida e ao modo como foi educada. O medo estava sempre presente. Revi-me, principalmente, na exigência e na capacidade de observar. A capacidade de observação da personagem é tenaz, só me fez lembrar alguém.
“The list, Kenya, the list!” – a lista que a personagem principal tinha em mente sobre como a sua alma gémea deveria ser. Isto fez-me pensar.
Quantas mulheres não têm também uma lista?
Quantas de nós não gostaríamos que o nosso-mais-que-tudo fosse assim, assado, frito e cozido? Quando o encontramos, possui ele todas as características da lista?
E se não possuí, então qual foi a razão principal de o termos escolhido?

E os homens? Será que eles também têm uma lista?

Aparentemente, eles são mais práticos e a lista parece ser não tão extensa e, exceptuando alguns casos de homens que sabem o que querem e seguem os sentimentos, dando voz a eles, a sensação que tenho é que a maioria escolhe tendo em conta a máxima ‘não ficar só’.

Talvez o pensamento esteja a mudar, mas não acredito que os homens estejam preparados para viver uma vida de solteiros durante muito tempo, são educados para criar família. As mulheres também o são, mas as mulheres também são educadas para serem independentes e desenvencilharem-se sozinhas, o que é um passo para se manterem independentes por muito mais tempo, sem i perturbar o seu campo afectivo-emocional.
O filme também me mostrou que não há necessidade de ser-se tão exigente com coisas que não têm importância. A importância de uma dada situação é dada consoante os nossos critérios e às vezes devemos permitirmo-nos uma pausa. Escolhermos mais em relação ao que somos e não ao que os outros querem que nós sejamos, é de longe a maior dádiva que nos podemos dar.

Do filme ficou a frase: ”Love is an adventure. I want an adventure with you!” e a alcunha Sweet Pea (ervilha doce), que é tão doce e que ja' esta' no messenger :).

Seattle, 2 de fevereiro de 2009.