02 February, 2009

O meu diario, pagina 3.

Estou claramente a passar por uma fase estranha da minha vida.
Estranha porque não tenho memória ou registo de algo assim. Chamo-lhe a fase mais romântica sensível desta minha existência, porque ela está ser caracterizada por me sentir romântica e muito sensível.
Emociono-me com quase tudo, na maior parte das vezes, felizmente, por bons motivos.

Será isto a que chamam de Paz Interior?
Faz isto parte de aceitar a vida como ela é? E não fazer cara feia às adversidades, às contrariedades?
Às vezes penso que são mesmo as contrariedades que nos abrem caminho para as melhores oportunidades surgirem.
As contrariedades fazem-nos levantar do cadeirão, onde estamos ‘preguicitamente’ sentados, para agir!

Vi o filme “Something New” mais de 20x. Por pouco o “The Sound of Music (Música no Coração)” não era destronado. Não foi por este, mas já foi por outro.


Independentemente de a maior parte das pessoas acharem estes filmes vazios de conteúdo, eu consigo aprender algo com eles, mas principalmente fazem-me sentir bem depois de os ver. E é deste modo, bem relaxada, que gosto de terminar os meus dias. Geralmente não falo sobre eles, mas apetece-me escrever sobre eles.
Também me fazem pensar, gosto de ver o que move as pessoas, gosto de ver o que as personagens têm para revelar ao longo do filme. As relações humanas são o meu hobby favorito!

O filme ‘Something New’ mostrou-me uma personagem muito exigente com ela mesma, e com muita dificuldade em lidar com os seus sentimentos, devido à sociedade onde estava inserida e ao modo como foi educada. O medo estava sempre presente. Revi-me, principalmente, na exigência e na capacidade de observar. A capacidade de observação da personagem é tenaz, só me fez lembrar alguém.
“The list, Kenya, the list!” – a lista que a personagem principal tinha em mente sobre como a sua alma gémea deveria ser. Isto fez-me pensar.
Quantas mulheres não têm também uma lista?
Quantas de nós não gostaríamos que o nosso-mais-que-tudo fosse assim, assado, frito e cozido? Quando o encontramos, possui ele todas as características da lista?
E se não possuí, então qual foi a razão principal de o termos escolhido?

E os homens? Será que eles também têm uma lista?

Aparentemente, eles são mais práticos e a lista parece ser não tão extensa e, exceptuando alguns casos de homens que sabem o que querem e seguem os sentimentos, dando voz a eles, a sensação que tenho é que a maioria escolhe tendo em conta a máxima ‘não ficar só’.

Talvez o pensamento esteja a mudar, mas não acredito que os homens estejam preparados para viver uma vida de solteiros durante muito tempo, são educados para criar família. As mulheres também o são, mas as mulheres também são educadas para serem independentes e desenvencilharem-se sozinhas, o que é um passo para se manterem independentes por muito mais tempo, sem i perturbar o seu campo afectivo-emocional.
O filme também me mostrou que não há necessidade de ser-se tão exigente com coisas que não têm importância. A importância de uma dada situação é dada consoante os nossos critérios e às vezes devemos permitirmo-nos uma pausa. Escolhermos mais em relação ao que somos e não ao que os outros querem que nós sejamos, é de longe a maior dádiva que nos podemos dar.

Do filme ficou a frase: ”Love is an adventure. I want an adventure with you!” e a alcunha Sweet Pea (ervilha doce), que é tão doce e que ja' esta' no messenger :).

Seattle, 2 de fevereiro de 2009.

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