16 February, 2009

O Meu Diario, pagina 6.

The Holiday.

Este foi sem dúvida um filme que marcou. AMO o sotaque ingles!
Vi-o dezenas, dezenas, dezenas, dezenas, de vezes.
É um filme sensível e ao mesmo tempo mordaz, cobre vários conflitos interiores que se reflectem na vida amorosa. Toca no coração daqueles que amam, mas não são amados, aqueles que procuraram desesperadamente uma coisa, mas encontram outra totalmente diferente, mas para melhor, e de como as coisas são tão simples de serem explicadas, basta nós abrirmos os olhos ("Love is Blind; Shakespeare said") e vermos se realmente gostamos do que está a acontecer nas nossas vidas, é o não ter medo de virar a página e começar um capítulo novo.
É o não ter medo de seguir em frente.
É sermos as Leading Ladies das nossas vidas e deixarmos de ser as melhores amigas, porque, salvo raras excepções, não chegamos a lado nenhum. E, não me refiro só à nossa vida afectiva/emocional, à nossa vida profissional também.
Quando queremos (válido para tudo e todos) temos que ir à luta, ninguém o fará por nós!
Infelizmente.... o medo ganha quase sempre e vejo muita, muita gente ser regida por ele. :(

A banda sonora é linda. Enrio Morriccone.

Adorei o papel da Kate W., uma mulher de um excelente coração que vive um amor altamente não correspondido, mas, ironicamente, o objecto do seu amor é esta altamente dependente dela. Isto é bem visivel quando ela vai de férias e ele nao consegue suportar a separação. Os homens também são dificeis!
Ela constrói uma relação com 2 personagens, um dos quais mais velho com o qual aprende muito (identifiquei-me muito com este papel, pois tenho gosto muito de estar com as pessoas mais velhas, sei sempre que é um tempo em que irei aprender e aprendo muito com as experiências dos outros) e com o que vai ser o seu par no final. Eles os dois têm uma deixa que me deixou com um ar surpreso em frente ao ecrã e só pensei "É isso!":
"Why am I attracted to a person I know isn't good?",
"I happen to know the answer to this. Because you're hoping you're wrong, and every time she does something that tells you she's no good, you ignore it, and every time she comes through and surprises you, she wins you over and you lose that argument with yourself that she's not for you."
"Exactly!"
O momento alto entre este casal que se vai formando suavemente ao longo do filme é no discurso da personagem mais velha, quando ela decide ser a Leading Lady da vida dela e lhe dá O beijo. A expressões deles, depois do beijo, são Divinais! A não esquecer!

Outra coisa a não esquecer são os olhares carinhosos da personagem interpretada por Jude Law. São de deixar o coração em suspenso e recuperar com um sorriso bem sonhador. :)
Amanda, personagem interpretada pela Cameron Diaz, é a mais divertida e representa a americana tipica endinheirada. Sempre agarrada aos seus comprimidos e às suas vitaminas, que pode comprar nas prateleiras de qualquer supermercado, instável, exigente, workaholic e muito, muito, muito faladora - o que dá origem a situações muito cómicas no filme.
O filme começa logo com o tema da infidelidade, muito comum entre os americanos, "cheating" é a causa de muitos fins de namoros e casamentos aqui, é uma caracteristica da sociedade americana. Ao ir de férias encontra um homem muito diferente, que não tem problema nenhum em falar do que sente e esse facto revoluciona o mundo dela.
Gosto muito da personagem do condutor da limusine, acho que ele está sempre a gozar com ela, entao quando a deixa ao pé do cemitério... está demais!
O sitio em Inglaterra é de sonho, é dos meus sonhos (nao so dos meus), uma aldeia pequena, com os mémés no campo, uma igreja, uma casa e um jardim onde pudesse plantar. E uma caneca de chocolate quente em frente à lareira enquanto neva lá fora.
E faz bem sonhar!
Termina lindamente.
"I'm a major weeper"... so am I ! :)

A palavra de ordem é GUMPTION!


Seattle, 16 de Fevereiro de 2009.

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