10 February, 2009

São Francisco

[onde estão as fotos? Pois estão… lá, no Cantinho das Recordações, comentadas e tudo!]

Dezembro de 2007.
Vêem como estou atrasada na escrita dos post’s? estou mais de 1 ano atrasada, que horrrrrroooooore! :)

Voei para São Francisco em Dezembro de 2007, para a AGU Fall Meeting.
Quase 15000 participantes!
Nunca vi tanta gente junta numa conferência.
Ao que parece é normal!
Tiveram que chamar a polícia de trânsito e tudo, porque os carros não andavam com tanta gente a passar nas ruas que ligavam os dois edifícios da mega conferência, no coração da cidade. Conseguimos tornar o trânsito mais caótico do que já era!
De Seattle a São Francisco são 1h30 m de voo, é bem perto, só dois estados mais a sul.

Claro que as peripécias começaram logo no avião.
90% dos passageiros ia para a AGU. E como é que eu sei disso?
Porque a maior parte trazia os canudos dos posters! Eu incluída ;)
Ao meu lado também ia um participante, vinha de Idaho, mas era europeu. Foi o meu guia nesse dia, pois ele conhecia bem a cidade, era um participante assíduo da AGU, que ocorre sempre em S. Francisco (SF, a partir de agora).
Foi de uma ajuda tremenda, à saída do aeroporto, no metro para o centro da cidade, deixou-me à porta do meu hotel (ele estava noutro), e nessa tarde (eu gosto sempre de chegar a locais novos de dia e com tempo) apanhamos o Cable Car e rumámos à zona velha portuária, muito conhecida, cheia de restaurantes e comércio.
Agradeci muito pela presença dele, foi de uma ajuda impressionante.

Ainda no avião, mal aterrámos, a assistente de bordo diz: “E vamos dar os parabéns ao Piloto, pois foi o primeiro voo comercial dele!” Ninguém disse nada, acho que ninguém prestou atenção, quando o avião aterra são todos invadidos por aquele sentimento de “tenho que sair daqui o mais rápido possível” e eu só pensei “ainda bem que nos dão estas noticias depois de termos aterrado, para não termos noção certa do perigo em que estavámos!” ;)

O meu 1º contacto com S.F. não foi de todo agradável.
O metro é bem velho e alcatifado! Não dá para imaginar um metro com carpete, cheia de nódoas, os bancos velhos e em tecido e um cheiro a vomitado.
O que me valeu foi que ia acompanhada e distraída com a conversa. Se fosse sozinha teria tido um ataque. A adicionar a isto, imensos mexicanos. Não tenho nada contra, mas o semblante deles é carregadíssimo! Parece que todos lhe devem e ninguém lhes paga, aquilo mexeu comigo e muito.

Depois de uma longa viagem até ao centro de cidade, saí do metro bem atordoada e tive bastante dificuldade em localizar-me. O mapa que trazia parecia-me impossível de entender. Valeu-me esta pessoa que me acompanhou e me levou ao hotel.
Nesta hora tive a certeza de que as pessoas certas são colocadas na nossa vida na hora certa! Nem mais cedo, nem mais tarde.

Combinamos o passeio no Cable Car e comer qualquer coisa.
O início da linha era mesmo ao pé do meu hotel, e eu despachei-me mais depressa e aproveitei para fazer um reconhecimento da zona. Muita gente nas ruas, muitos sem abrigo, pior que em Seattle. Muitos mexicanos. Com um ar pouco simpático. Muitos homossexuais, principalmente homens.
Vi com cada beijo dado de fazer cair para o lado um casal heterossexual! Acho que eles deviam dar cursos de como beijar na boca :), principalmente ao pessoal de Seattle – sim, porque os latinos sabem faze-lo bem!

O passeio até à zona portuária foi muito bom, e andar no Cable Car é uma experiência que recomendo vivamente! Principalmente pendurada do lado de fora, como se vê nos filmes.
S.F é uma cidade catita, cheia de prédios com aquelas escadas de incêndio do lado de fora, muitas colinas, construção mais parecida com a nossa e bem diferente da construção de Seattle.
Vistas magníficas e muita área de comércio. A downtown de Seattle não é tão intensa, o pessoal aqui é mais low-profile, mas educado também.
Têm eléctricos como os nossos antigos eléctricos de Lisboa e centros comerciais como os nossos. Muito activa culturalmente. Visitei algumas galerias de arte e adorei!

Vi ricos e pobres todos juntos, tal como nos filmes.
A cena que ficou melhor gravada na minha memória foi a de ir numa rua central, passar em frente de um hotel e ver o bagageiro a encher um jipe branco todo ‘xpto’ de sacos e sacos de compras que umas senhoras todas ‘xpto’ iam trazendo. O carro já tinha a mala completamente cheia, e ocupavam-se os lugares de trás com mais sacos; à entrada do hotel, na rua, 2 sem-abrigo, pedintes. Os 2 extremos da sociedade juntos.
Esta cena fez-me pensar bastante.

A minha colega de quarto era muito sui generis. As minhas colegas de quarto são sempre pessoas muito interessantes :).
Escrevi para várias mailing lists, quando percebi que o podia fazer, para arranjar com quem dividir o quarto e assim dividir as despesas. Ela estava em Madison, na Univ. de Wisconsin e decidimos partilhar o quarto. Nas mensagens pareceu-me bastante despachada, o que vim a confirmar mais tarde.
Chegou no mesmo dia que eu, mas à noitinha. Eu levei uma mala pequenita, ela entra com 2 grandes! Um delas quase só trazia sapatos! Uma verdadeira American Girl, e bem alta :).
E qual foi a primeira coisa que fez no dia a seguir?
Exacto! Foi às compras!
Fez imensas compras enquanto lá esteve. Eu sempre que chegava ao quarto estava sempre a ver novos sacos, mas gostei bastante de ela ter feito um esforço para se dar comigo e realmente conseguiu, eu tinha um deadline para cumprir e não estava com a minha melhor disponibilidade, mas estivemos juntas e convivemos com um grupo grande e tudo correu lindamente.
Quando não estamos sozinhas num evento tão grande como este, as coisas correm tão melhor!
A melhor recordação que tenho dela foi a rapidez com que devorou o Bubble Tea, num jantar com um colega dela, e de como quase teve um ataque quando descobriu uma casa de crepes e que faziam crepes com Creme Nutela! Eles adoram Creme Nutela!

Não tive o tempo que pensava que iria ter para explorar a cidade, mas tive sempre companhia para o fazer e gostei imenso disso!
O meu poster correu lindamente, discuti, argumentei, vi pessoas de outras conferências, encontrei o Rafael, que dividiu o gabinete comigo em Évora, e que ouviu as minhas explicações, sobre o CMT, com um ar todo o entusiasmo. Fiz contactos, que é o objectivo principal destas conferências. O único senão é que é difícil encontrar pessoal de áreas bem específicas, como a minha por exemplo.

Resumindo: SF vale a pena visitar! Anotem na vossa agenda de Viagens.
É uma cidade cosmopolita ;)

A conferência de 2008, esta com a temática sobre a meteorologia Tropical, levou-me a Orlando, na Florida. Mas isso fica para outro ‘post’. ;) Ainda existem muitos para serem publicados entretanto.

Inté ao próximo!
Um beijo :}**

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