22 April, 2009

Mariza

E vou escrever sobre algo que aconteceu.... na semana passada!
Uauuuu! um 'post' actual! Yes!

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[fotografias a onde? Exacto... no Cantinho das Recordações!]
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Na 6ªf, dia 17 de Abril, eu, o B., a A., o Drew, e mais tarde encontramos lá também o Alex. e a C., fomos todos ver a Mariza, a nossa fadista contemporânea, a actuar no Benaroya Hall, a casa da Orquestra de Seattle.
O Benaroya Hall is proud to present Mariza singing the "Portuguese Blues"!

Confesso que é um orgulho quando estas coisas acontecem. Dar a conhecer um pouco do meu país a um povo que, tem alguma dificuldade em saber onde se situam outros países.
O fado é alma e houveram momentos de grande emoção quando a voz dela, poderosa, firme, forte ecoava na sala e punha as nossas respirações em suspenso.
Como o D. disse: "Her voice just blows off my mind! Incredible voice!"

O encontro começou com um jantar entre nós, os que íamos assistir ao concerto.
O Drew preparou o jantar juntamente com o Bruno. As mulheres e mais um amigo deles chegaram já quando tudo estava pronto :). Foi macarrão salteado no wok com vegetais e frango no forno com molho de cebola. Estava óptimo!
E com um bom vinho a acompanhar! ;)
Comemos bastante rápido, porque tínhamos que chegar ao local do concerto a horas, senão corríamos o risco de não nos deixarem entrar.

Corremos para o autocarro (e como corremos!) e conseguimos chegar 2 minutos antes de ela entrar em palco!
Sala quase cheia, muitas nacionalidades presentes: Portugueses (Gente da minha terra, como ela tantas vezes disse), Espanhóis, Argentinos, do Perú, da Venezuela, do Brasil, e muitos americanos. Um texano la’ ‘a frente conseguiu uma foto com ela em pleno espectáculo!
Falou muito em Português durante a primeira parte do concerto, mas depois virou-se mais para o público americano que era o seu verdadeiro alvo, para divulgar o novo álbum.
Ensinou-lhes umas palavras em Português, contou o percurso dela, onde nasceu e como começou a cantar o fado. Tinha 5 anos, vivia com os pais em plena Mouraria, o bairro do fado vadio.
Explicou-lhes o que era o fado.

A voz dela ‘e magnifica – acho que todos se renderam!

Tivémos direito a um solo de bateria e percurssão que durou vários minutos que, para mim foi o momento menos positivo de todo o concerto, dado que o verdadeiro fado nao conta com a presença deste instrumento, mas temos que ter em conta o ambiente onde ela estava a cantar e que muitas das pessoas que ali estavam possivelmente esperavam algo mais virado para o jazz.
Tivémos também uma guitarrada, logo a abrir a segunda parte. Muito, muito bom!
Infelizmente não nos deram um solo de guitarra Portuguesa, esse instrumento tão especial e único do nosso país, da nossa tradição, da nossa cultura.
Este valeria muito a pena! O som da guitarra Portuguesa é Divino!

No final, ela dançou e encantou tudo e todos, e colocou a audiência em acção, com palmas e saltos.
Voltaram ao palco mais uma vez, para cantar uma série de canções e terminaram os 3: ela, a guitarra Portuguesa e a guitarra clássica, cada um com um pé em cima de uma cadeira, as guitarra em cima da perna e ela de mão na anca, a imitar como se canta tipicamente o fado.

'E nesta alturas que pensamos que a nossa cultura, as nossas tradições, são tão cheias de significado e que temos uma história riquíssima.

Adorei ouvi-la! Todos gostámos muito, apesar de sabermos que se tivesse sido em Portugal, público mais exigente, teria sido um pouco diferente. Mas o êxtase que tomou conta de nós foi algo difícil de sair :) e para resolver o assunto acabámos a noite no Tripple Door (mesmo ao lado do Benaroya Hall), um bar muito, muito conhecido em Seattle, a tomar um bom vinho tinto ao som de Jazz ao vivo!

Vale a pena conviver com pessoas assim!


Um beijo e ate’ ao próximo, que nos vai levar até outras paragens! :}**

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