15 March, 2010

Comida Viva!

Meus Senhores e Minhas Senhoras,

a minha nova onda de investigação chama-se comida viva!! em Inglês: raw food! ou noutro Português: Crudívorismo, mas este é um pouco mais complicado de dizer e explicar, o termo que eu gosto mais é mesmo Comida Viva.
Ando a investigar esta vertente e estou tão entusiasmada com o que tenho lido que tenho que partilhar com vocês! :)

Já todos sabemos, sem haver necessidade de entrar naqueles discursos massacrantes de que não temos cuidado com a nossa alimentação, que não comemos o que devemos. Facto. Devíamos ter uma alimentação muito mais variada, muito rica em vegetais e leguminosas que fornecem aos nosso organismo o essencial para ele funcionar em pleno. Ao contrário, a nossa alimentação vem, quase sempre, em 2º plano ou 3º ou 4º, comemos muitas gorduras, muitos açucares, imensos produtos refinados, cozinhamos os alimentos em demasia, sem querer saber o que realmente isso significa para o nosso organismo e quais são as consequências.
Queremos o fácil, mas nem sempre o fácil é o mais duradouro.


 
O nosso corpo, instrumento único de evolução e crescimento nesta vida, é das nossas maiores responsabilidades. E eu sou daquelas que assumo as minhas responsabilidades.
A reviravolta deu-se com a introdução à comida macrobiótica, num campo de verão com o Instituto Macrobiótico de Portugal, back in 2001.
Depois desse verão, a minha vida alimentar nunca mais foi a mesma: da macrobiótica, passei ao vegetarianismo, alternava entre os dois, depois mudei de nível para o vegan, deixei de comer carne e peixe naturalmente, sem qualquer imposição, mergulhei em literatura sobre estes assuntos, comprei livros de receitas para poder cozinhar coisas espectaculares, mas acima de tudo saudáveis. E chegou agora o raw food, ou como eles designam, comida viva!
Ando muito entusiasmada com o que tenho encontrado aqui, em terras lusas, que fervilha de workshops sobre o tema. Quem gosta de cozinhar ou trabalhar os vegetais como eu, cujo os olhos quase que saem de órbitas ao entrar na secção de vegetais de um qualquer supermercado ou, ainda melhor, de uma feira ou praça, não vai ficar indiferente à comida viva.
E não pensem vocês que há falta de variedade. Não senhor! Com a qualidade e diversidade de vegetais disponíveis, é só mesmo colocar mãos-à-obra, e vão surpreender-se com os resultados!

Claro que, é importante realçar que, os percursos que escolho à medida que a minha vida avança têm que fazer sentido e são ajustados ao que o meu corpo precisa. Cada caso é um caso e o que pode ser bom para uma pessoa, pode arruinar, por completo, a saúde de outra. Lembro-me imediatamente da minha alergia aos citrinos. Mas quis "O Grande Arquitecto do Universo" ;) que eu AMASSE de loucura diospiros, fonte imensa de Vitamina C, para compensar.
Como investigadora procuro sempre entender o porquê das coisas, porque é que o açucar refinado faz mal, como se dá a refinação, para que serve, com que objectivos. Para mim é importante perceber o que é dito por outros, que defendem estes tipos de alimentação, mas que não tiveram qualquer formação nela, não são bioquímicos, por exemplo. Por isso é que os livros nos ajudam, principalmente na explicação do funcionamento químico dos nossos orgãos tendo em vista o todo, no entendimento do que é realmente necessário. E a troca de experiências/conhecimento é fundamental!
E quando se sabe, a partir do momento que entendemos as consequências das nossas acções, das nossas escolhas, já não dá para voltar atrás, a partir desse momento estamos cientes do que é mau ou bom, a responsabilidade da escolha é toda nossa.

O único senão é que, em Portugal, todos estes "novos mundos", excepto talvez os vegetais em si, que ao serem comidos crus, têm que ser biológicos, completamente livres de agrotóxicos, são muito caros. Ao fim do mês, esta alimentação arruina um ordenado inteiro. Não está acessível a todos, é o outro lado da moeda. Por isso tem que se ir devagarinho, percebendo a pouco e pouco o que realmente é importante para nós. E procurar sempre saber mais!

Bem, já chega de bla bla bla e vamos ao que interessa. ;)
Brigadeiros sem leite condensado, sem manteigas, e SEM qualquer ingrediente cozinhado - uma D-E-L-Í-C-I-A, receita original aqui, foto para vos impulsionar a correr para a cozinha experimentar:





e um sumo verde, desintoxicante, logo pela manhã, que é uma autêntica refeição, se beberem todo até ao fim, onde o sabor da fruta se sobrepõe aos sabor dos vegetais verdes que usarem, excepto a hortelã. eu tenho feito com hortelã, porque adoro hortelã. Têm que ser consumidos logo, a fruta é descascada e sem caroços, tudo preferencialmente biológico e bem lavado. Tenho alternado as bananas com peras, usar fruta da época e local é o mais indicado. Receitas aqui e aqui :





Digam lá se não têm um aspecto delicioso? ;) comecei por utilizar acelgas durante a 1ª semana, agora já estou noutros vegetais de folha verde escura.

Outro website onde poderão encontrar muita informação valiosa e cursos de Comida Viva é o Leite da Terra, e também o Alimentação Viva.

Totalmente rendida ao Sabor da Natureza!
E vocês? :)

:}**

2 comments:

Andreia said...

Oi Susana!

Os teus recomendados sumos verdes estao a ter sucesso ca em casa.

Encontrei este website:
http://whfoods.org/foodstoc.php
Parece uma wikipedia dos alimentos. Conheces?

bjs,
andreia

Daisy said...

hehehehehe que bom saber disso! ;)
cá em casa, os sumos de cor verde só têm mesmo sucesso comigo, adoro aquilo e com tantos vegetais verdes podem fazer-se imensas variedades de sumo!Ãgora ando a pesquisar a raw food. Já fiz uma saladinha de lentilhas germinadas com cogumelos cremini, e temperada com azeite e uma pitada de pimenta, uma delícia - fiz um workshop desta comida!
Fui ver o website, bem.... que maravilha!! está sempre aberto em permanência desde que deixaste o comentário, daqui a uns tempos espero estar a saber os nutrientes de cor e salteado! LOL

Um beijinho grande! :}**