31 October, 2010

Discovering Rainier/ Uma visita à Montanha


E voando, voando, estamos às portas de Novembro (!!!)


Há exactamente 4 ANOS atrás, em Outubro de 2006, estava eu a... descobrir a beleza do Monte Rainier!

[Eu olho para as fotografias e vejo sérias diferenças: naquela altura tinha uns 8 kg a mais do que tenho hoje e usava uma corte de cabelo que já não uso mais. Beeeem!]

Foi numa das muitas actividades do FIUTS em que participei e que me ajudaram (e muito!) a conhecer a zona que escolhi para passar uma boa temporada.
O Monte Rainier, que se vê do campus da UW, é de uma beleza extraordinária!
Tem muitos percursos ou trilhos por explorar, desde os mais fáceis aos mais difíceis fisicamente, e paisagens de cortar a respiração. É uma energização completa, é das mais profundas uniões que podemos fazer com a Mãe Terra, a Mãe Natureza. É tão energizante, que quando chegamos a casa depois de um passeio destes, dormimos que nem uns bebés de tão acarinhados que fomos por todos os elementos da Natureza.

O passeio começou cedo, 8h da manhã foi o ponto de encontro no café do Burke Museum (Museu de História Natural, da UW). Éramos mais de 60 pessoas, a maior parte delas de ascendência asiática, e algumas "pobres almas Europeias", eu incluída. Ficou ao meu lado, na viagem o P., francês, um amor de rapaz, literalmente. Era de erasmus, estava em Economia, por um ano. Foi a minha companhia nesta viagem.
Foram mais de 3 horas de viagem, onde fizemos uma pequena paragem para abastecer o estômago e as carrinhas (eram 5, mais um carro) de combustível - imaginem o espanto dos srs. do café a verem entrar 60 alminhas por ali a dentro e de repente uma fila a formar-se para a casa-de-banho!
Estava nublado nessa manhã, mas felizmente o tempo clareou e o Sol sorriu.

Tenho vagas memórias dessa aventura, não muito pormenorizadas, que a minha memória rege-se por princípios não convencionais, que eu ainda não dediquei tempo a entender (ela tem a sua própria dinâmica de selecção), mas lembro-me bem da chegada à entrada do Parque Nacional da Montanha, onde árvores enormes, muito altas formavam uma espécie de vedação que separava dois mundos, com a casota dos guardas da montanhas a fazerem a selecção dos carros que chegavam. Digo de um filme de Hollywood.
Esperámos um bom bocado e depois de termos permissão para entrar, seguimos até ao Paradise Visitor Center, onde se deixam os carros estacionados, e onde existem uma lojinha e um restaurante para abastecer.

Depois de muita discussão por parte dos organizadores sobre qual dos percursos nós deveríamos fazer, o consenso foi alcançado e "fizémo-nos ao trilhos". É indescritível a sensação de estar ali, na Natureza! Aquelas cores de Outono, tudo tão bonito, limpo, arranjado, e a montanha logo ali, sorrindo, com o seu chapeuzinho branco.
Fomos subindo, subindo, não muito depressa, foram formando-se grupos naturalmente. Eu sou daquelas que sobe devagar, porque sou dada muito à observação, e como tudo chamava pelos meus sentidos, foi um reboliço cá dentro. É quase como se várias pessoas falassem ao mesmo tempo e vocês quisessem dar atenção a todos. O P. esteve sempre comigo, é bom quando num passeio vocês conhecem pessoas que estão na mesma sintonia, é realmente reconfortante.

Fizémos uma das subidas mais altas, até aos milhares de metros de altitude (não me lembro quantos), mas chegámos lá acima a arfar, e sentámos-nos para almoçar numa zona a descoberta, nas encostas acentuadas do monte. Quando parámos é que pudemos sentir como estava frio lá em cima!
Subimos mais um pouco e iniciámos a descida, pelos trilhos mais estreitos que podem imaginar com declive acentuadíssmo e solo irregular. Esta é a parte que me assusta mais, agora imaginem com dezenas de pessoas atrás de vocês. mas lá se fez! Vimos cabras da montanhas, branquinhas e gordinhas.

Quando voltámos a Paradise estávamos extenuados, caramba! E todos aflitíssimos para ir à casa-de-banho. E, para mal dos nossos pecados, o Visitor Centre estava já fechado. As carrinhas pararam antes de sair do parque, numa daquelas WC à beira da estrada, sem luz, e os compartimentos escuros como o breu. Fazer lá alguma coisa era um suplício, principalmente quando a sanita é um buraco no chão. As asiáticas, coitadas, vinham de lá horrorizadas.

E a viagem de volta foi, no mínimo, surpreendente. Na última fila da carrinha iam 3 Japonesas, e apesar de todos os restantes estrem cheios de sono, elas estavam cheias de energia! Foram 3 horas de conversa sem pausa, em Japonês (ninguém entendeu nada do que elas diziam), conversavam entre elas em alto e bom som e a rirem-se guinchavam. Não estou a exagerar, foi mesmo verdade!!! Ninguém conseguiu dormir nada, todos tinham um ar de quem estava com uma dor-de-cabeça horrível, e o casal que ia sentado ao lado delas, tinham as cabeças enconstadas um no outro com os braços a tapar os ouvidos. Foi brutal! e em Japonês!

Não tive mais oportunidade para visitar o Monte Rainier, mas é algo que aconselho vivamente. Este e todos os outros em redor, dado que aquela zona é formada por uma cadeia de montanhas. Existem percursos Espectaculares, lá não falta o que fazer, não falta aventura. ;)

Fotos em baixo.




Um beijo :}**

No comments: