28 November, 2010

Um pouco sobre as férias - 2010/ Some days off in September :)

[The English version is coming soon and the slide show is at the end of the post]


Sabe bem, agora que o Outono está devidamente instalado, lembrar o quentinho do verão passado. Ai, sabe bem sabe!
Este ano tive férias de verdade (quero dizer, sob um determinado ponto de vista, pois sobre outro não estive verdadeiramente), dado que as minhas últimas férias de verdade foram em 2005.

Acredito que seja difícil para vocês compreeenderem isto, mas quando se vem a Portugal depois de um ano fora há tanto para fazer e para tratar, e o cansaço de andar para aqui e para acolá é tanto, que não se descansa verdadeiramente. E depois segue-se a viagem de volta e novamente sofrer os efeitos do jet lag. Eu acabava sempre por tirar mais uns dias de férias em Seattle, quase só para dormir (que por sinal gosto bastante de fazer).

Mas este ano não. Apesar de ter o peso pesado da tese nas costas, tive férias. Dormi! Tomei banho de mar! Libertei-me, vivi e respirei o anoitecer, a minha altura do dia preferida!Sem qualquer sombra de preocupações relacionadas a viagens super stressantes a pairar sobre a minha cabeça. Ufa, que alívio! :)

Ritos Tibetanos - a home practice!

Por motivos vários não tenho conseguido ir às aulas Yoga.
No início causou-me muita irritação e frustação lidar com este obstáculo, mas eu não sou pessoa de estar sempre a "dar com o martelo no próprio dedo" e rapidamente decidi que tinha que arranjar uma solução alternativa para este problema. Às vezes a vida proporciona-se de uma maneira para que aprendamos a ser criativos e a alargar horizontes. É que, quem começa a fazer Yoga regularmente é muito difícil deixar, eu sinto mesmo falta daquela altura do dia em que me "estico", isto é, alongo e liberto a tensão do dia e me concentro a 100% no meu corpo como um todo. Depois de uma aula de Yoga sinto-me de tal maneira revigorada, que nada do que aconteceu antes tem a "tal" importância.
Por acaso, agora que escrevo isto, lembro-me de uma vez, quando tinha as aulas de Yoga com o Mark, no bairro de Fremont-Seattle, em que como éramos muito poucos alunos, quase uma aula privada, ele perguntou-nos se tínhamos algum pedido especial para aquela aula. Eu não me fiz de rogada e disse-lhe que estava muito ansiosa porque tinha discutido ao telefone com alguém que estimo muito, e que isso me tinha deixado muito triste. Muito bem, disse ele, vamos trabalhar aspectos mais interiores hoje, através do corpo físico. Meus senhores, no final da aula, eu não me conseguia lembrar qual era o assunto da discussão e estava leve como um passarinho e de novo com um sorriso de orelha-a-orelha. Agradeci-lhe imenso aquele trabalho de quase hora e meia.

Tudo isto para dizer que, a solução que eu arranjei foi praticar os Ritos Tibetanos, baseado no livro de Peter Kelder que eu comprei há mesmo muito anos, talvez no início dos meus anos de faculdade, quando dei asas ao meu interesse por estes temas mais alternativos. Tantos workshops que fiz de como praticar Yoga em casa, construindo sequências que se adaptassem às minhas necessidades, sempre cheia de dúvidas, quando tinha nos Ritos uma sequência perfeita para alongar e estirar o meu corpo adequadamente. Basta terem um colchão de Yoga e um espaço onde se o possam esticar e já está. É só mesmo o tempo que demoram a fazer as repetições de cada um dos 5 ritos.
Os Ritos actuam sobre as glândulas endócrinas principais (chacras) e têm muitas vantagens para o organismo quando praticados todos os dias (sim, tem que ser TODOS os dias!), e à medida que vão aumentando o número de repetições, o efeito posterior vai sendo cada vez maior; e se for feito ao final do dia, antes do jantar, vão sentir uma grande diferença. Eu sinto, durmo a noite toda, ferradinha, sem mudar de posição, algo que há uns meses atrás era impensável de acontecer.

Os ritos são simples exercícios de yoga, que colocam a nossa energia a circular muito rapidamente (e sente-se muito bem, digo-vos já!) - o que é óptimo nestes dias frios e para quem costuma ter temperaturas corporais baixas (eu! eu!), mas apesar de pareceram simples, ao adicionarem mais 2 repetições por cada semana que passa (até chegar às 21 repetições por cada rito), vão existir uns mais difíceis de repetir que outros.
O 2º rito custa-me muito fazer (vou em 11 repetições por rito), o 5º é o meu preferido! O 3º trabalha o Meridiano do Estômago / Plexo Solar - no início ficava sempre mal-disposta, porque tenho alguma debilidade nesta área, mas agora não fico mais!
Além disso, fazer os ritos todos os dias é um teste à nossa perseverança e capacidade de compromisso connosco próprios. É um desafio, porque o cansaço e a preguiça e o "hoje não me apetece" ou "hoje não vale a pena" vai bater-vos à porta com uma força que nem imaginam, mas não liguem nem dêem importância, continuem firmes no vosso desenvolvimento, pois não só constroem e mantêm a vossa saúde, como se preparam para a vida em termos de valores.
A maior preparação é sempre de dentro para fora, ao contrário nunca estarão ou serão plenamente realizados - não se esqueçam disto! ;)


Fica aqui o vídeo para verem como são fáceis de fazer!
(quando chegar às 21x venho cá actualizar o artigo hehehehe)


Um beijo e boa semana! : }**

08 November, 2010

Restaurante Vegetariano em Évora!

pois é, pois é!

É o Salsa Verde, na Horta das Figueiras, mesmo ao pé do Montepio Geral. Fica aqui o link para o website deles:


Como é que eu descobri? numa das minhas visitas mensais a Évora, quando passeava de carro e resolvi seguir um percurso "não tradicional", do género "Olha, vamos por aqui!", e de repente, voilá! lá estava o Salsa verde. Só tomei o pequeno-almoço lá, nunca almocei ou jantei, mas vi o menu do dia e pareceu-me bem. Évora está a crescer em mentalidade, que bom!
Será que existem mais? Se eu descobrir, venho vos dizer. Se já souberem, partilhem, por favor.



O próximo artigo será sobre as férias deste ano, aguardem ;) .

beijo :}**

01 November, 2010

Almoços Peculiares


Uma das situações das nossas vidas que mais nos força a sair da nossa própria zona de conforto (onde estamos eternamente bem instalados, da qual não queremos sair e fazemos birra quando isso acontece, dando, geralmente, lugar a que o mau-humor fique entusiasmado) é de repente irmos a um convívio de um familiar muito próximo e importante nas nossas vidas, onde ... não conhecemos uma única pessoa. Ninguém!
E estão lá umas 100 pessoas, onde 50% delas conhece o nosso familiar, que nos pediu para comparecer ao evento, para partilharmos da alegria dele.
E, estas situações, são aquelas que mais forçam os nossos próprios limites: temos que sair do cadeirão e conviver! mas não é só conviver, é arranjar uma linguagem educada e gentil que possa ser interpretada pelo maior número de pessoas possível, para não chegarmos ao fim do dia sem termos trocado uma única palavra com ninguém, completamente imersos na nossa bolha de cristal. Não, não queremos que isso aconteça. Todos alimentamos a esperança conhecer pessoas novas, fazer amizades, afinal somos um animal social, sentimos bastante conforto quando alguém está realmente interessado em nós, ou pelo menos, interessado em ouvir-nos. E é muito bom quando isso acontece.